domingo, 11 de dezembro de 2011

Lá há ar

Lá na mente dela, lá na casa dela, lá no mundo dela, lá na tormenta dela, lá no monte dela, lá na esquina dela, lá no escritório dela, lá no nome dela, lá no carro dela, lá na vida dela, lá há ar e você pode respirar com ela.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Tem gente que não faz cerimônia para dormir

Em qualquer lugar está bom para se tirar uma soneca. Será que existe isso mesmo? Pior que sim:

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

terça-feira, 8 de setembro de 2009

A Constelação de Órion


Quase uma canção de ninar...
Dá vontade de ficar ouvindo a manhã toda...
Relaxa, acalma, alimenta a alma e sossega o corpo.

Órion
daqui se vê em pé
Dizem até
que Artemis o matou por amor
mas eu não levo fé
Longe
eu posso ser ninguém
Pois longe ser ninguém é ok
Novo chão velha constelação
Dá saudade de ouvir falar
saudade de sentir
saudade de te encontrar
Vai amanhecer
Aí que horas são?
Aqui faz tanto frio
Aí é verão
Vai amanhecer
Ah...eu tinha um vidão
Lua crescente
Daqui se vê um D
d de down, não leva a mal, por favor
aqui tá zero grau
dá preguiça de explicar
saudade de sentir
saudade de voltar

segunda-feira, 23 de março de 2009

Homenagem a Charles Bukowski



Se vai tentar
siga em frente.

Senão, nem comece!
Isso pode significar perder namoradas
esposas, família, trabalho...e talvez a cabeça.

Pode significar ficar sem comer por dias,
Pode significar congelar em um parque,
Pode significar cadeia,
Pode significar caçoadas, desolação...

A desolação é o presente
O resto é uma prova de sua paciência,
do quanto realmente quis fazer
E farei, apesar do menosprezo
E será melhor que qualquer coisa que possa imaginar.

Se vai tentar,
Vá em frente.
Não há outro sentimento como este
Ficará sozinho com os Deuses
E as noites serão quentes
Levará a vida com um sorriso perfeito
É a única coisa que vale a pena.

Charles Bukowski

domingo, 8 de fevereiro de 2009

EXISTE UM LUGAR

Lá tem edifícios baixos, ruas muitas, algumas sem asfalto, becos diversos.
Têm favelas, prédios chiques, prédios pobres, pouca gente apressada, a maioria sossegada.
Transporte coletivo escasso. Tem mais carros circulando do que vans perambulando.
Animais locais: jacarés, biguás, gambás.
O contraste do novo e do antigo, do esgoto tratado e do que fica a céu aberto, lançado em águas próximas, faz de o lugar ser meio roça e ser meio bairro.
Bairro de barro, bairro de areia, levantado de repente, nada muito planejado; era afastado demais para ser.
Poucos apostaram, muitos torceram o nariz, preferiram continuar nos seus terrenos e sobrados, não vislumbraram o futuro, desdenharam o sol, o vento forte, a proximidade do mar.
E hoje, o lugar continua crescendo.
Sobra espaço, sobem preços, sobem obras, crescem os olhos, cresce o trânsito, mas mesmo assim, por ser ainda longe de tudo, muitos resolvem se lançar até lá apenas para um breve passeio, pra pegar uma brisa; de visita.